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CHOCOLATE

  • Enviado: 18 de abril de 2017 08:10

Corpo do conto

CHOCOLATE
Não havia mais a necessidade de saber. Saber que não precisava mais ter a necessidade de saber já o incomodava. Pensou nas possibilidades de não sentir necessidade de saber sobre qualquer coisa. Devia desistir de pensar. Era complexo demais ter tantas necessidades com as quais não queria ter vínculos. A mulher continuava a ter vida dentro dele por mais que a fizesse de sombra. Riu sem sentir graça. A mesma mulher que durante tanto tempo serviu-lhe de escudo contra o oportunismo de certas situações agora havia se fixado em sua alma.
Estava sentado completamente nu no sofá com a caneca aquecendo as mãos. O perfume do chocolate entrando em suas narinas junto com a fumacinha que se perdia pela sala. A chuva miúda cobria o entardecer de um julho frio e triste.
Deixou a caneca descer aproximando-a do pau esparramado sobre a manta colorida com a qual forrava o velho e querido sofá no inverno.
Ao contato com a caneca quente o pau estremeceu. Cresceu ligeiramente.
Deslizou a caneca pelo órgão lentamente, num movimento de ida e vinda enquanto o pau crescia mais rápido agora.
Fechou os olhos.
Não havia mesmo a necessidade de saber.
Olhou demoradamente o pau ereto como cobra prestes a dar o bote.
Gustavo, também nu, apareceu na entrada da sala. Mordeu os lábios ao ver o pau de Claudio ereto. Sorrindo, caminhou até ele. Curvou-se e beijou-lhe a boca ainda com gosto de chocolate sentindo seu pau crescer. Não percebeu que Claudio não estava ali.
Gustavo tomou-lhe a caneca das mãos e deu um grande gole na bebida. Então sentou-se ao lado de Claudio e derramou sobre o pau dele um pouco do liquido agora morno. Claudio sentiu a língua de Gustavo lhe lambendo o membro. Depois a própria boca o chupando com carinho.
Claudio lembrou-se da mulher chupando-o depois que bebia o café que ele levava todas as manhãs para ela na cama antes de sair para trabalhar. Fechou os olhos e a viu. O corpo negro aveludado saindo por baixo do lençol para beijar-lhe a boca enquanto encostava a xota molhada de desejo e amor no seu corpo. Faziam um amor rápido, porém intenso. As vezes ela gozava rápido, outras o expulsava para que ele não se atrasasse, mas pedia para que ele gozasse dentro dela. Sentia prazer ouvindo-o gemer enquanto chamava o nome dela antes de gozar.
Gustavo sentou sobre o pau e fez pressão. O membro deslizou para dentro.
Claudio não quis abrir os olhos.
Ainda pensava na ex-mulher.
***
Quando ela perguntou Claudio pensou antes de responder. Ela insistiu. Queria mesmo saber.
Claudio a olhou nos olhos.
Samantha também o olhou. As mãos de um nas do outro. Ela ainda estava sentada sobre ele, o pau já escorregando, saindo da vagina enquanto ela rebolava devagar.
“Então, fala. Qual seu desejo secreto, sua tara, a coisa que mais te deixa louco de tesão. Fala sem medo.”
Ela insistia na pergunta com um sorriso mais que safado no rosto.
Claudio continuava com a imagem da fantasia dela em sua cabeça e tentava disfarçar. Afinal, fazer amor no banheiro de um avião não era algo tão louco assim, mas era a fantasia dela.
Samantha continuou insistindo, se mexendo sobre ele, fazendo a vulva sugar o pau relaxado após o gozo.
“E se você não gostar?” disse ele um pouco sério.
“Eu não tenho que gostar. A fantasia é sua.”
Ele a deitou de lado e pegou o lenço de papel para limpar o pau. Ficaram por meia hora falando sobre desejos reprimidos, taras insanas e doentias. Claudio continuava fugindo da resposta até que não houve jeito.
“Queria uma transa a três. Essa é minha fantasia.”
“Só isso?” respondeu Samantha rindo.
Claudio continuou a olhar para ela, calado. Samantha riu mais. Gargalhou.
“Huuuummmm”. Fez ela. “Seu safado! Doido para trepar com outra mulher na minha frente é?”
Claudio também riu.
“Nesse caso troco minha foda no avião por um negão bem gostoso. Troca de casais! E aí, iria gostar de ver um negão pegando sua pretinha de jeito enquanto você comia uma branquela sem sal?”

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  • Escritos por: Ivo Linhares
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